Confira: "O Desenhador de Palavras" pela Intrínseca


Ultimamente está se falando muito do "Eu me chamo Antonio". Ainda este mês será lançado o livro deste personagem literário. E uma colunista do site "Intrínseca" deu a sua opinião sobre o assunto:

Por Cristiane Costa* Eu me chamo Antônio se inscreve numa nova tendência literária chamada visual writing, em que tipografia, desenhos e fotos se integram ao texto. Não são meras ilustrações, como nos acostumamos a ver no passado. A grande inovação é que são parte do texto. Leitores e críticos mais conservadores podem ficar perplexos, mas para as novas gerações está claro que o caminho da inovação literária passa pelo rompimento dessa barreira entre texto e visual. É um caminho que vem atraindo cada vez mais autores comprometidos com a experimentação literária, como Jonathan Safran Foer, em Extremamente alto & incrivelmente perto, Dave Eggers, em You Shall Know Our Velocity, além de G. H. Sebald em toda a sua obra. Mas o trabalho de Pedro Gabriel é singular e, de certa forma, radicaliza essa ideia. Não me surpreende o apelo direto que exerce no público jovem. Ele é diferente. Não é apenas um poeta que publica seus textos no Twitter, Instagram ou Facebook. As mídias sociais para ele são muito mais do que uma simples forma de divulgação, tanto que alcança quase 400 mil seguidores, três mil likes a cada post. Essa proposta condensada, fragmentada, altamente visual, que brinca com materiais pouco nobres como os guardanapos que rabiscamos numa mesa de bar, fala diretamente para o sujeito contemporâneo. Ele se identifica com esse universo. Até os arebescos, se repararmos bem, se assemelham à tipografia dos grafites e pichações. continue lendo


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